sexta-feira, 6 de junho de 2008

Brasileiros no topo do mundo


O ano 2008 começou bem para o montanhismo nacional. Além da excelente performance dos escaladores brasileiros na Patagônia - início do ano - as duplas Irivan Burda e Waldemar Niclevicz (no Makalu) e Eduardo Keppke e Rodrigo Rainieri (no Everest) escalaram seus respectivos cumes.


Escalada
Para ambas as duplas faltavam finalizar o trabalho iniciado nos anos anteriores. O Rainieri havia estado no Everest em 2005, quando o seu companheiro Victor Negreti atingiu o cume sem oxigênio e faleceu na descida. Nessa investida Rodrigo não fez o ataque devido problemas de saúde. Dessa vez com um novo companheiro e escalando pela face sul, eles chegaram ao cume no dia 23 de maio, com auxílio de oxigênio.
No Makalu o Irivan e o Waldemar chegaram ao cume no dia 09 de maio. Eles voltaram a montanha um ano depois da primeira investida, quando em companhia de mais dois brasileiros, haviam tentado a escalada sozinhos, sem nenhuma expedição para dividir o trabalho. Porém, esse ano encontraram o lugar bem diferente. Estavam lá mais de doze expedições e várias delas com escaladores muito fortes. Isso ajudou a dupla a atingir o seu objetivo rapidamente.
O que se espera é que daqui para frente mais brasileiros experimentem as grandes altitudes do Himalaia. Os escaladores da América de Sul têm os Andes com campo-escola. Local de aprendizagem que chega a ter montanhas com quase 7.000 metros de altura. Nada mal.


O treinamento
Essa tática foi utilizada pela dupla Waldemar e Irivan, que escalaram o Huana Potossi na Bolívia antes de viajarem ao Nepal. Ou seja, preferiram fazer a aclimatação nos Andes e pela que tudo indica, deu certo.
Para as expedições brasileiras a maior dificuldade que existe são os apoios financeiros. Esse ano as duas duplas foram amparadas de patrocínio e ainda uma equipe da Rede Globo acompanhou a dupla paulista no Everest. Isso é um bom sinal já que a grande mídia apoiou o fato.
Outro fato importante que aconteceu entre os escaladores de altitude, foi a subida do Aconcágua (6.962m) pelo escalador curitibano Élcio. Ele completou o percurso em somente seis dias e escalou a montanha de bermuda e camiseta, isso encarando um frio de -30ºC. Escaladores que estavam no local chamaram o curitibano de louco. Mas Élcio disse que louco são eles. "Todo mundo vai pensando que vai fazer frio e se enche de roupa, na verdade nem tá tão frio, mas psicologicamente todos se vestem e se perdem no meio de tanta roupa".


Dennis J. Chyla

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Serginho Groisman Conversa com os alunos da Unibrasil


Serginho Groisman Conversa com os alunos da Unibrasil.

Na sexta-feira dia 30 de Junho, a UniBrasil recebeu a visita do jornalista e apresentador Serginho Groisman. Com o auditório lotado, o convidado compensou os quarenta minutos de atraso com uma conversa interativa de quase três horas. Estavam presentes alunos dos cursos de jornalismo, publicidade, disign, relações publicas e até direito.

No início, tanto o convidado quanto os alunos, pareciam tímidos e o Serginho falou um pouco sobre a sua última vinda a Curitiba. O principal assunto foi sua carreira, que começou na Tv Cultura , passou pelo SBT e pela Globo onde trabalha atualmente no seu programa Altas Horas.

Flávia Coelho, Danyelle Fortunato e Ana Maria Bohrer

Bate-papo com Serginho na UniBrasil

No dia 30 de maio, o jornalista e apresentador da Rede Globo Serginho Groisman realizou uma palestra na Unibrasil. Com um bate-papo livre, esclareceu as dúvidas e curiosidades dos alunos.
Os temas abordados pelo apresentador foram o início da carreira, passagens pelas emissoras de televisão Cultura e SBT, as dificuldades no decorrer da profissão, jornalismo e entretenimento, política e a importância da mídia na atualidade.
O auditório do bloco 6 ficou lotado de alunos de diversos cursos, em sua maioria da Escola de Comunicação. “A palestra correspondeu às expectativas pela importância de receber alguém com vasta experiência no ramo, além de incentivar os acadêmicos em sua trajetória”, afirmou Rafaela Siqueira, aluna do quinto período de Jornalismo.

Da redação on-line

quarta-feira, 4 de junho de 2008

“"Jornalista do século” ministra palestra na UniBrasil

Na segunda-feira, 26 de maio, a Faculdade UniBrasil promoveu uma palestra com o jornalista José Hamilton Ribeiro. O evento foi aberto ao público. Alunos de diversas instituições compareceram ao encontro, inclusive vindo de outros estados. A palestra foi idealizada pela coordenadora do curso de Jornalismo, Maura Martins.

Conhecido como o “Jornalista do Século”, Zé Hamilton - como é chamado pelos amigos – completou 52 anos na profissão. Entre eles 25 foram no jornal impresso e 27 na televisão. Atualmente é repórter do programa Globo Rural. No seu currículo estão sete Prêmios Esso de Reportagem, o Prêmio Personalidade da Comunicação 1999 e o título de “rosto do jornalismo brasileiro”, oferecido pela revista Ícaro em 2004.


A grande reportagem

Zé Hamilton ficou conhecido quando cobriu a Guerra do Vietnã em 1968. Nessa ocasião perdeu uma perna em um acidente com uma mina. Ele diz que realmente conheceu os horrores dessa guerra. Em sua palestra comentou sobre a diferença da batalha de 68 com a Guerra do Iraque. Também falou de que forma enfrentou o regime militar e todas as regras que quase impossibilitaram a sobrevivência dos jornalistas no Brasil entre as décadas de 60 e 80.

Como dica aos estudantes, Zé Hamilton apresentou a fórmula GR = (Bc + Bf) / (T + t’)n. “Para uma grande reportagem (GR) é necessário um bom começo (Bc) e um bom final (Bf), sobre o trabalho (T) e o talento (t’) do jornalista elevado ao esforço necessário (n) que varia de reportagem para reportagem”. Ele explicou que ela é uma adaptação da fórmula do Rubem Braga que diz, “uma grande reportagem começa com letra maiúscula e termina com um ponto”. Nessa descontração, contando fatos que vivenciou durante a sua carreira, o jornalista conduziu os 60 minutos de palestra que terminou em um bate-papo com os alunos. A principal mensagem foi: “façam o que gostam para fazer bem feito”.

Para a coordenadora Maura Martins, o encontro com Zé Hamilton teve resultados positivos. “Foi extremamente gratificante, pelo fato de que pudemos assistir à fala de uma verdadeira lenda viva do jornalismo”. O aluno do curso de jornalismo, Lucas Rufino, comentou sobre a qualidade da palestra. “Ele conseguiu manter a dinâmica, misturou sua carga de conhecimento com temas atuais. Foi uma palestra bastante interessante”, diz o aluno.

Ainda na mesma manhã o jornalista participou da inauguração da Caverna – que é o ponto de encontro dos alunos do curso de Jornalismo – que passou a se chamar Caverna Jornalista José Hamilton Ribeiro. Logo após ele gravou o programa Holofote, que é uma produção do Laboratório de Rádio e TV da própria faculdade.

José Hamilton Ribeiro escreveu 15 livros. Entre eles o Gosto da Guerra que é o diário de sua experiência no Vietnã. Recentemente escreveu o livro Música Caipira: as 270 Melhores Modas de Todos os Tempos. Suas obras são resultados de reportagens, e como ele disse, “são peças com acabamentos trabalhados durante longos períodos e lapidação”.

Dennis Julian Chyla

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Imagens do tabagismo - por Erick Nelson














Jovens são os principais consumidores de cigarros e os mais influenciados pelas campanhas a favor do tabaco











Apesar de parecer prazeroso, o cigarro destroi o organismo e diminui a resistência do corpo humano

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O ciclo do vício

Morre hoje no mundo cerca de 4 milhões de pessoas devido ao uso de tabaco. A pergunta é: Porque as pessoas começam a fumar? “Normalmente quem fuma, começa cedo devido à má influencia de amigos e a ansiedade. Os jovens não se dão conta de onde estão se metendo e acabam se tornando adultos compulsivos e viciados em cigarro como eu”, diz a administradora Lúcia Costa

Pessoas que fumam durante dez anos ou mais têm índices visivelmente mais altos de doenças e incapacidades do que os não-fumantes. Algumas doenças podem ser revertidas com a abstinência do tabaco. “ Eu fumei durante 9 anos e comecei a ver o mal que o cigarro fazia em minha vida. Tive que tomar uma decisão e seguir em frente com ela, fiz até terapia em grupo e nunca mais coloquei um cigarro na boca” afirma a dona de casa Célia Mattos.

Porém, muitas pessoas que param de fumar voltam em pouco tempo por falta de nicotina ou pelo o ato já ter se tornado automático. “Parei de fumar e na mesma semana me peguei comprando cigarro na padaria. Virou costume e é difícil tirar o cigarro da vida dos fumantes” fala o estudante Gilson Menezes Borges.

O momento mais difícil para adolescentes que param de fumar é a noite ou em reunião com amigos. Em entrevista com 50 estudantes que fumam, 80% afirmaram que teriam que parar de sair e beber para conseguir parar de fumar. Outros 15% disseram que basta ter força de vontade e 5% que não pretendem parar de fumar.


Flávia Coelho e Danyelle Fortunato

CORTINA DE FUMAÇA

Thiago Luiz Lapa

Fumar é considerado por praticamente todos (fumantes e não fumantes), como um ato suicida. A ciência comprova que o ato causa doenças e leva à morte. Mas afinal, sejamos realistas, todos morreremos de uma forma ou de outra, o ser humano não é perfeito e nem dura para sempre. Então, por que tanto estardalhaço para cima daqueles que escolheram passar seu reduzido tempo de vida respirando fumaça?


CURIOSIDADES DO TABACO

Há cerca de 500 anos, na América foi descoberta uma planta. Sim, o tabaco, a planta que recheia cigarros, cachimbos e charutos, é originário da América e era desconhecido pelos europeus até 1498. Desde então, o consumo mundial só fez crescer, se espalhar e se sofisticar.

A começar pela língua, a palavra tabaco vem de dattukupa, que significa nós estamos fumando, em um dialeto indígena. Os europeus achavam que era o nome da planta. Mas aos poucos a erva ganhou adeptos. Logo se notou que ela afetava o corpo, o que atraiu a curiosidade médica.

E foi para divulgar a nova medicina que o médico e diplomata Jean Nicot enviou as primeiras sementes à rainha da França, Catarina de Médici. Em sua homenagem, a planta foi batizada como Nicotiana tabacum. Em pouco tempo, tabaco virou remédio para tudo, indicado para crianças que comem muita carne, para pedra no rim e até para tratar mordida de tigre.

A fumaça também marcava os eventos sociais, como as guerras. Entre os índios norte-americanos, fumava-se o cachimbo da guerra antes das batalhas. Quando a peleja terminava, era hora de tragar o cachimbo da paz. Mas também se usava o tabaco por prazer, pela agradável sensação de alerta e de energia que a planta dá ao corpo.


O TABACO NA ATUALIDADE

Atualmente se sabe que apenas 7 segundos depois de uma tragada, a nicotina chega ao cérebro e que a substância ativa o sistema cerebral que proporciona bem-estar e prazer. Ainda no cérebro, ela alivia a ansiedade, deixa a pessoa alerta e diminui o apetite.

Fumar é uma atitude tão comum que ninguém mais nota como esse gesto é peculiar. Afinal, se trata de inalar fumaça, algo repulsivo para outros animais. Mas, entre nós, fumar se tornou algo tão familiar, que algumas cenas cotidianas pareceriam falsas sem umas tragadas.

O que seria do cinema sem o cigarro nas cenas de sexo? E dos soldados, sem uma bituca para as longas horas de guarda?