Thiago Luiz Lapa
Fumar é considerado por praticamente todos (fumantes e não fumantes), como um ato suicida. A ciência comprova que o ato causa doenças e leva à morte. Mas afinal, sejamos realistas, todos morreremos de uma forma ou de outra, o ser humano não é perfeito e nem dura para sempre. Então, por que tanto estardalhaço para cima daqueles que escolheram passar seu reduzido tempo de vida respirando fumaça?
CURIOSIDADES DO TABACO
Há cerca de 500 anos, na América foi descoberta uma planta. Sim, o tabaco, a planta que recheia cigarros, cachimbos e charutos, é originário da América e era desconhecido pelos europeus até 1498. Desde então, o consumo mundial só fez crescer, se espalhar e se sofisticar.
A começar pela língua, a palavra tabaco vem de dattukupa, que significa nós estamos fumando, em um dialeto indígena. Os europeus achavam que era o nome da planta. Mas aos poucos a erva ganhou adeptos. Logo se notou que ela afetava o corpo, o que atraiu a curiosidade médica.
E foi para divulgar a nova medicina que o médico e diplomata Jean Nicot enviou as primeiras sementes à rainha da França, Catarina de Médici. Em sua homenagem, a planta foi batizada como Nicotiana tabacum. Em pouco tempo, tabaco virou remédio para tudo, indicado para crianças que comem muita carne, para pedra no rim e até para tratar mordida de tigre.
A fumaça também marcava os eventos sociais, como as guerras. Entre os índios norte-americanos, fumava-se o cachimbo da guerra antes das batalhas. Quando a peleja terminava, era hora de tragar o cachimbo da paz. Mas também se usava o tabaco por prazer, pela agradável sensação de alerta e de energia que a planta dá ao corpo.
O TABACO NA ATUALIDADE
Atualmente se sabe que apenas 7 segundos depois de uma tragada, a nicotina chega ao cérebro e que a substância ativa o sistema cerebral que proporciona bem-estar e prazer. Ainda no cérebro, ela alivia a ansiedade, deixa a pessoa alerta e diminui o apetite.
Fumar é uma atitude tão comum que ninguém mais nota como esse gesto é peculiar. Afinal, se trata de inalar fumaça, algo repulsivo para outros animais. Mas, entre nós, fumar se tornou algo tão familiar, que algumas cenas cotidianas pareceriam falsas sem umas tragadas.
O que seria do cinema sem o cigarro nas cenas de sexo? E dos soldados, sem uma bituca para as longas horas de guarda?
quinta-feira, 15 de maio de 2008
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